Got the blues?

Os primeiros meses de pandemia foram sérios. Os últimos, também. Não tem Carnaval. O Ano Novo foi policiado a cada post: você aglomerou? O Natal causou (de novo) na família. Os aniversários, os happy hours de mentirinha no Zoom, a festa de fim de ano… Está difícil, meu amigo! E é assim mesmo. A nossa saúde mental foi para o beleléu.

Mais cedo ou mais tarde a ficha cai e a gente se vê diante de uma nova questão: será que eu preciso de terapia? Para o pensador suíço Jean Piaget, as relações interindividuais pressupõem dois tipos de relações sociais: a coação e a cooperação. E a covid-19 bagunçou os dois. Talvez eu não precise de terapia, mas, cá entre nós, se eu precisar não fará mal a ninguém. Alguém para conversar com profunda sinceridade é mais do que urgente quando estamos em confinamento.

Aliás, o BBB 21, hit do Twitter e dos antenados, também nos evidenciou o assunto. Os participantes se sentem abandonados e se vêem num jogo. Ninguém sabe quem amigo ou inimigo. Aqui fora, o silêncio do “… está escrevendo…” no WhatsApp já dá angústia. A pandemia virou um BBB.

Todos estamos precisando de um toque. Pode ser seu em você mesmo [um skin care vai bem!], pode ser de um amigo ou terapeuta. Está na hora de a gente se cuidar. Olhar o nosso próprio ambiente. Descobrir o que nos dá acolhimento e quem pode nos ouvir sem julgamento.

Men do care.